"Esse sol tão lindo, gostoso de se ver, essa vida boa correndo pelas mãos"

"Olho para o céu, tantas estrelas na imensidão do universo em nós"

"Vesti o melhor sorriso..."

"Cogito, ergo sum"





Dos dias que passam com sua monotonia, meio que arroz e feijão, sem ter um prato especial no cardápio,
Das buzinas estressantes dos carros nos semáforos, ocasionado devido à pressa de sempre querer chegar a um lugar,
Da voz da atendente de telemarketing pedindo sempre as mesmas informações óbvias, naquele tom “angelical” e de sorriso falso ao dizer: “Muito grata Senhor pela sua participação.”
Das pessoas que investem no exterior, mas que do interior não sai nada que presta,
Dos saudosistas que sempre trazem as pérolas de seu tempo para  presente  e são capazes de atropelar o jeito de viver das atuais gerações, sem contar naquele famoso jargão “No meu tempo... Na minha época....”,
Dos discursos vazios e óbvios proferidos por oradores, os quais deveriam ensinar admoestar e não encher de “blá-blá-blá”,
Dos cantores e compositores que compõem qualquer coisa e a chamam de música, lotando lugares com seus shows horríveis,
Dos profissionais que não honram seus juramentos no dia de sua formatura e quando são lançados no mercado de trabalho só fazem ahãm, m... Ou melhor para ficar mais bonito e culto, são INCOMPETENTES,
Dos casais que ao invés de dialogar quando tem suas crises conjugais, adotam como solução o individualismo, a traição e aderem as práticas mais fúteis de relacionamento,
Das quedas e subidas dos índices da Nasdaq, Dow Jones, Bovespa e dos rendimentos das Poupanças,
Dos atores e atrizes  que sempre aparecem na televisão com as mesmas caras, os mesmos textos  no binômio: vilão-mocinho; mocinha-vilã....
Dos discursos de lutas de segregação racial, sempre afirmando as mesmas coisas “é uma reparação histórica”, não buscando nada de superação dessa condição mórbida,
Da voz virtual da operadora “Você não tem crédito suficiente para realizar essa chamada” ou “o telefone chamado se encontra fora de área ou desligado”,
Do erotismo exacerbado  nos Meios de Comunicação Sociais “mulher fruta, panicats, Miss Brasil Bumbum (essa é a mais nova)” e das propagandas de apelo sexual pois conteúdo que é bom nada!,
Dos que não sabe conviver com os talentos dos outros, e tecem críticas sem sentido o tempo todo, embasado por frustrações outras,
Cansa-se de escrever, ir para Faculdade ou para o Trabalho....
Cansa-se das saudações rotineiras, dos cortes de cabelo, das tendências da moda...
Cansa-se das chegadas, das partidas, do até logo e do tô chegando...
Cansa-se ás vezes de mim, às vezes de tu, às vezes de nós..
Cansa-se... Descansa-se... Cansa-se... Descansa-se....é a dinâmica da existência !

Forte abraço:
Diego Monteiro

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Quantos harmoniosos e ritimados foram cancelados e corrompidos pele desafino e atrevessamento de errados tempos em seus compassos.
Quantas notas interrompidas pelas vibrações sem harmonia.
Quantos timbres quebrados, timbalados, baterados, falseados no falsete, nas descidas e subidas da melodia.
Quantos ouvidos estourados pelos saltos dos baixos.
Jamais esqueceremos ou nos surdaremos ao eco de belos tons que perpassam até hoje as nossas cantorias, melodias de barítonos no contralto do tenor da vida rouca dos marginalizados.
Somos claves que indicam o início da sinfonia e marcam a leitura do pentagrama.
Cada breve, fusa, colcheia, semibreve ou mínima, juntos são um máximo.
É necessário avançar, deixar de ser só bémois a buscar os sustenidos maior ou menor.
E assim vamos lá: neste show, espetáculo, nesse batuque, nessas notas, nesses tons embaraçados, descontínuos, confusos, complicados...
Mesmo assim, temos que afinar os destonados.
Sei que uma coisa se entende: somos um no todo e juntos, você e eu, nós somos orquestra que produzimos harmonia.

*** Este belissimo poema, foi encenado na Estréia do Projeto de Arte da Província "ARTE DO CONHECIMENTO"-Em um ato, intepretado perfeitamente pelo autor Giorlando Barbosa.

"O talento dos outros não me causa inveja, pelo contrário me completam!"

Forte Abraço:

Diego Monteiro



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Numa Sociedade onde os valores que deveriam reger os seres humanos, percebe-se o verdadeiro destrato com esses axiomas os quais se fossem bem vividos com certeza teríamos um mundo mais tranqüilo. Amores são líquidos; Amizades são passageiras, altruístas; Família tida como instituição falida; Religião por conveniência; Vida virou negócio; Seres Humanos bem... Eu aguardo a opinião do leitor...
Logo pensando na escassez destes itens tão benéficos, pensei naquele anúncio típico de filmes de Faroeste PROCURA-SE e ainda por cima o que fascina é o que vem depois da busca, A RECOMPENSA...
Procura-se CORAÇÕES esperançosos e cheios de ternura, capazes de “amar sem medidas”;
Procura-se OLHOS altivos e que tenham a capacidade de ver diante das pequenas coisas da vida, extraindo desse olhar uma bela poesia ou canção;
Procura-se AMIZADES sinceras e verdadeiras, capazes de “dar a vida pelo amigo”, nas quais o amor PHILIA e ÁGAPE sejam refletidos, e que a saudade não seja desculpas para que se perca o brilho, mas que no reencontro aquela alegria seja como se fosse o primeiro dia;
Procura-se EDUCADORES, sim e não professores, pois o primeiro ensina com o coração e consegue ler a alma do seu aluno, já o segundo se preocupa apenas em quantificar;
Procura-se PADRES, que vão além das Sacristias e das Alfaias, e a partam para o encontro daqueles (as) que necessitam de uma palavra, um sorriso, um incentivo para crescer como pessoa;
Procura-se FAMÍLIAS, que sejam verdadeiros lugares de diálogo, partilha e oração;
Procura-se RELIGIÕES, onde a oração se faça ação e caia por terra todas as hipocrisias;
Procura-se VIDAS, que sejam multiplicadoras de dons e virtudes e não dizimam a natureza ou à vida alheia com suas deturpações e pensamentos destrutivos;
Procura-se ARTISTAS, que vão de coração onde o povo está que transcendam os palcos, luz, som, figurinos e aplausos;
Procura-se MÚSICOS, que ao tocar seus instrumentos possam levar os outros a uma profunda reflexão da vida ou até mesmo ajudem a chegar mais perto de Deus;
Procura-se PROFETAS, que anunciem de forma muito criativa e atual as maravilhas do Reino de Deus e tenham coragem de denunciar as injustiças que atentam a fé, moral e disciplina;
Procura-se AMANTES, que sejam fiéis, toquem serenatas, mandem cartas de amor, e tenham prospecção de ficar unidos até que a morte os separe, e o “nós” seja cada evidenciado em suas vidas;
Procura-se ESCRITORES, as quais em seus escritos reflitam de forma tão profunda que auxiliem seus leitores a perceberem e sua realidade de forma inteligente e realista;
Procura-se.... Procura-se... , a ânsia da busca é algo que permeia o ser humano desde os primórdios da existência.
Procura-se Blogueiros...
Procura-se Leitores...
Procura-se Comentadores...

Forte abraço:
Diego Monteiro




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Eu, com as minhas dores, pensamentos incertos, oscilação de humor,
ELE, com muita singeleza e abertura de coração e muito amor consegue me entender...
Eu, minhas necessidades de mudanças,
ELE permanece e observa esse meu anseio de sempre buscar algo...
Eu, querendo ser potiguar, alagoano, pernambucano ou do sertão baiano.
ELE é tudo junto e misturado!
Eu, querendo ser apenas os pés,
ELE me adianta sendo os passos.
Eu querendo ser o rio, quem sabe o Velho Chico,
ELE é mais que isso: o Oceano e todas as águas.
Eu querendo ser um mero bom dia!,
ELE é o Sol que faz essa saudação tornar-se o que é.
Eu querendo ser apenas o Dó da viola,
ELE se faz presente em todas as notas musicais, tanto faz ser Lá maior ou Lá menor.
Eu querendo ser apenas o número 1 ou 1000,
ELE é a totalidade infinita...
Eu sou apenas um capítulo do livro,
ELE é toda escrita, a capa, o autor...
Eu com os meus sonhos e devaneios,
ELE com seus desígnios traça sua vontade sobre as linhas tortas de minha vida.
Eu estou numa busca que às vezes é tão longínqua,
ELE está tão perto, que nem imagino o quanto!
Eu querendo que o CRONOS vivesse à minha disposição,
ELE diz que preciso me render ao KAIRÓS, pois este é o tempo melhor.
Eu me visto com um sorriso para dizer aos outros que estou bem, só assim os alegro,
ELE vai ao fundo de minha alma e vê que as gargalhadas são sombras de uma dor oriunda do coração e da alma.
Eu quero ser sempre o ponto de chegada.
ELE é o meu ponto de partida.
Eu querendo ao menos sera  íris dos olhos,
ELE é o conjunto de todo olhar.
Eu apenas uma mera criatura,
ELE “nada mais é” que o Criador!
Eu peregrino nesta estrada da existência...
ELE é aquele que me acompanha, que mesmo ausente se faz presente, e algumas vezes me carrega em seus braços.
Eu insisto em ser o passado, que ao mesmo tempo é presente e querendo com muita vontade ser logo o futuro.
ELE leva em conta o querer, o agora e basta!
Eu querendo ser apenas a cor primária da tela,
ELE é o perfeito artista que dá uma tonalidade linda a uma cor que a princípio insignificante, torna a tela mais bonita!
Eu, Cícero Diego Monteiro Machado,
ELE, DEUS, O PODEROSO, ADONAI, SENHOR DO TEMPO E DA HISTÓRIA, AQUELE QUE ERA, QUE É E SEMPRE SERÁ!
Forte abraço:
Diego Monteiro


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“Nóis é do interior, mas não é besta não!” essa simples expressão ecoa no meu coração de uma forma muito linda, , refletindo sobre a “Origem do Povo Brasileiro.” Claro que alguns dias tecendo um pensamento sobre a antropologia do brasileiro, surgiu em mim um questionamento sobre a originalidade dos costumes, cultura, raça, religião, tipo assim o que é mesmo “MADE IN BRASIL?” no meio de tanta mistura que traz riqueza ao que chamamos de Brasil!? E o professor depois de minha exposição sobre essa pergunta me disse que era muito difícil responder minha pergunta assim de forma tão acertada no quesito originalidade, era a mesma coisa se eu fosse perguntado “Quem é Diego?”, refletir mais ainda...
Logo a primeira resposta é “Eu venho lá do sertão...” ou “Eu vim de lá do interior...” De uma terra de fama de gente forte para sobreviver às intempéries do tempo: temperaturas máximas de 40°, das escassas chuvas, distância da capital e do mar, e que durante algum tempo atrás passava longe de certas violências, drogas, prostituição- o que dizem ser traços do progresso- Por mais que seja sofrido e atrasado para uns, é o nosso lugar, nossa terra, nosso chão, e que quando estamos longe sentimos uma saudade enorme que basta ouvirmos algo sobre ela nos emociona “Nas margens do São Francisco nasceu a beleza ,e a natureza um dia conservou, Jesus abençoou com sua mão divina, pra não morrer de saudade vou voltar pra Petrolina....” isso pra mim é um hino.Lembro da Petrolina não aquela que todo mundo conhece de imponente Catedral feita de pedras, terra de Geraldo Azevedo, do Bodódromo, das Ilhas, isso é belo, lindo e vale a pena conhecer, mas da Minha Petrolina com as peculiaridades de Diego Monteiro, “pelas ruas onde andei..”
No sertão quando morre alguém querido não se celebra apenas o 7º dia não, vai-se depois de 30 dias à visita de cova “é pra saber como estão as instalações nova do defunto?”, não é que o sentimento de saudade é tão grande que todas as vezes que se passa pelo cemitério se diz “dexa eu visitar fulano de tal aqui, ou à cova de fulano de tal.” Outro aspecto é a vizinhança do sertão, lembra muito os primeiros cristãos “os cristãos tinham tudo em comum, dividiam seus bens com alegria...” bate-se na casa da vizinha “uma xícara de açúcar, de café, 1 kg de arroz ou de feijão...”
Ambiente marcado pela religiosidade forte e porque não dizer um pouco inocente, até São José vira protótipo de agricultor e meteorologista, é porque se no dia 19 de março cair chuva no chão seco é sinal de muita fartura, a fé algo que deve ser respeitadíssimo “Esse menino bota uma intenção para as almas vaqueiras, sabidas, entendidas, do purgatório, 13 almas santas (detalhe até hoje não se sabe quem são essas 13 almas!)”, “Valei-me minha alma santa do Pe. Cícero” é o grande nome da fé do sertão, o padre tem tanto afilhado que é sinal de que é um “padim”exemplar.; e os conselhos de Frei Damião valem até mais que os 10 mandamentos da Lei de Deus.; Nossa Senhora essa nem fale ,o carinho pela mãe é muito grande “Valei-me meu padinho Ciço e Mãe de Deus das Candeias..”
Há comportamentos que pelo que sei só ocorrem no sertão, “desde que me entendi de gente” se falava numas botijas (recipientes onde se guardavam coisas valiosas.) as quais eram enterradas nas casas como símbolo de riqueza, porém se alguém fosse desenterrá-la com usura aquelas riquezas se transformariam em coisas sem valor.
“Nosso céu tem mais estrelas...” sim o céu do sertão tem mais estrelas, pois lá se encontra tempo de olhar as estrelas, senta-se na calçada com a cadeira de balanço para saudar quem passa na rua e porque não para falar um pouco da vida alheia “espia só” “Quem é? Filho de quem? E é?” e mesmo em pleno século XXI a lua é esperada como a grande atração da noite, ela que ilumina o coração, os olhos dos casais apaixonados. Não posso esquecer os riachos que enchem não apenas as valas escavadas pelo chão, mas os olhos das crianças e dos jovens “quando chego no riacho...”
Tem frutas do sertão que na há damasco ou pêssego em calda que derrube como o umbu, dele vem à umbuzada; banquete que scargot e lagosta viram “Ets” gastronomicamente falando, dão lugar ao “requintado” bode assado ou galinha de capoeira. Plantas como Jurema, Xique-Xique, Caroá se tornam destaque no Reino Vegetal
Entretanto sei que no interior e principalmente no meu sertão muita coisa que foi relatada aqui neste texto mudou, mas há ainda lugares por este nordeste de meu Deus que guardam ainda essas tradições, porém o intuito é mostrar que nunca devemos deixar de lado as nossas origens, pois são elas que fazem ser o que somos independentes se continuarmos lá ou se formos para os grandes centros, porque a essência da vida está naquilo que somos como somos de nosso jeito.
Forte abraço e inté mais:
Diego Monteiro

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Meu estilo de escrita é ler a realidade que me cerca buscando certa interação entre o mundo e eu, mas não apenas de um jeito qualquer de “ser apenas um ser jogado por aí”, mas me esforço o bastante pra me interagir nos pequenos detalhes que aparecem nessa imanência toda em que habitamos, onde transcender muitas vezes é uma aventura e dom para poucos. Tô meio Lulu Santos ainda neste quesito: “ainda vai levar um tempo...”, porém motivado a fazer este exercício sublime do saber.
Vendo dois jovens conversando, cujo eixo central do diálogo deles era: ‘Eu vi as Torres Gêmeas sendo destruídas", o outro interagiu: “Eu vi um Negro  liderar os Estados Unidos maior potência mundial...” e assim foram  e mesmo no meio do trabalho e do barulho dos outros jovens comecei a captar a mensagem e também dentro de mim, pensei também nas coisas que eu já tinha visto, foram muitas, mas deixa para lá, meu foco de produção textual não é dá seguimento ao que vi nessa vida. “Voltemos as coisas mesmas...”
Quis me ater numa coisa dentro de tudo isso, a reflexão sobre a nossa capacidade de ler com os olhos a realidade que nos permeia. Diz-se muito por aí “ver com os olhos da fé”, mas já paramos para pensar sobre esse olhar, o que seria? Seria olhar para aquele que sofre e ter compaixão, rezar por ele, perceber traços Deus mesmo diante daquela transfiguração corpórea, perdoar a quem nos magoou ter no coração o sentimento de tolerância e respeito ao credo diferente? “ver com os olhos do amor” seria talvez levar tudo na vida no “paz e amor”, onde tudo é lindo e colorido além do horizonte, viver uma vida a dois perfeita sem discussão, ao som de “turu-turu quando você passa...”, comungar do amor apenas aqueles que pensam e agem como eu, ou ver a janela do meu quarto visitado por uma sinfonia de pardais todas as manhãs, se sentar com moribundos deste mundo partilhando de tudo que eles tem e às vezes nem tem, como foi Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis, entre outros..?
Todo olhar é importante até mesmo os mais asquerosos, até porque gosto daquele pensamento que diz “os olhos são a janela da alma”, pois somente através dele é que podemos perceber se olharmos bem no fundo dos olhos veremos não apenas sua cor, mas poderemos sim lermos o coração dos indivíduos e com isso perceber tudo de bom que ele/ela tem a nos oferecer, toda sua sinceridade exposta. 
O mais interessante de tudo isso é quando agente está sempre acostumado a olhar a pessoa todos os dias, e quando dizemos algo do seu olhar parece, é comum vê-las surpresas, dá uma sensação de pensar assim “parece que ainda nem me conhece, informação nova é essa?”, se porta como Jesus no Evangelho “estou há tanto tempo convosco e ainda não percebestes que Eu e o Pai somos um?” Não classifico como detalhe novo, mas uma forma sim de conhecermos melhor as pessoas, afinal é sempre bom fazer "um retorno do eterno princípio" com quem convivemos, e como nos ensina a Filosofia da Religião “é olhando o outro que vejo a manifestação de Deus!”. Que possamos fazer uma leitura da vida através de nosso olhar e possamos valorizar o  belo do Criador que se manifesta em nossas vidas!

Forte abraço:
Diego Monteiro.

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O que expressar quando as palavras faltam ao pensamento e a mente viaja por aqueles locais que outrora visitei, deixando rastros dos meus pés, o cheiro do meu perfume e as marcas de minhas digitais nos objetos que toquei...
O que fazer com o coração quando seu pulsar se torna mais acelerado, mas ao mesmo tempo  vazio de outras coisas e cheio de outros sentimentos nobres, ávidos de serem divididos, e ainda procura um outro coração-destinatário.
O que fazer com o olhar quando os olhos persistem em mirar na direção de um horizonte que leva ao lugar mais lindo do mundo e perfeito, apesar das “imperfeições humanas”, mas mesmo assim são perfeitos, pois a força centrípeta do amor qualifica tudo e o todo.
O que fazer com as canções que embalam tantos momentos da vida, sejam doces ou amargos, que deixam aquele sabor inigualável, que nem Dona Margarida com todas as suas aptidões culinárias consegue fazer.
O que fazer com os pés que fatigados de trilhar os caminhos da existência, sempre encontram repouso e descanso absoluto, e por mais que a trajetória seja árdua insistem em voltar aos mesmos caminhos...
O que fazer quando o sentimento da saudade chega sem marcar horário de chegada e muito menos de saída, e as distâncias físicas, geográficas triplicam e nem as fibras ópticas não são capazes de encurtar.
O que fazer com a vida? O que fazer com os sentimentos? O que fazer com os escritos?

Forte Abraço:

Diego Monteiro

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