"Esse sol tão lindo, gostoso de se ver, essa vida boa correndo pelas mãos"

"Olho para o céu, tantas estrelas na imensidão do universo em nós"

"Vesti o melhor sorriso..."

"Cogito, ergo sum"




“Nóis é do interior, mas não é besta não!” essa simples expressão ecoa no meu coração de uma forma muito linda, , refletindo sobre a “Origem do Povo Brasileiro.” Claro que alguns dias tecendo um pensamento sobre a antropologia do brasileiro, surgiu em mim um questionamento sobre a originalidade dos costumes, cultura, raça, religião, tipo assim o que é mesmo “MADE IN BRASIL?” no meio de tanta mistura que traz riqueza ao que chamamos de Brasil!? E o professor depois de minha exposição sobre essa pergunta me disse que era muito difícil responder minha pergunta assim de forma tão acertada no quesito originalidade, era a mesma coisa se eu fosse perguntado “Quem é Diego?”, refletir mais ainda...
Logo a primeira resposta é “Eu venho lá do sertão...” ou “Eu vim de lá do interior...” De uma terra de fama de gente forte para sobreviver às intempéries do tempo: temperaturas máximas de 40°, das escassas chuvas, distância da capital e do mar, e que durante algum tempo atrás passava longe de certas violências, drogas, prostituição- o que dizem ser traços do progresso- Por mais que seja sofrido e atrasado para uns, é o nosso lugar, nossa terra, nosso chão, e que quando estamos longe sentimos uma saudade enorme que basta ouvirmos algo sobre ela nos emociona “Nas margens do São Francisco nasceu a beleza ,e a natureza um dia conservou, Jesus abençoou com sua mão divina, pra não morrer de saudade vou voltar pra Petrolina....” isso pra mim é um hino.Lembro da Petrolina não aquela que todo mundo conhece de imponente Catedral feita de pedras, terra de Geraldo Azevedo, do Bodódromo, das Ilhas, isso é belo, lindo e vale a pena conhecer, mas da Minha Petrolina com as peculiaridades de Diego Monteiro, “pelas ruas onde andei..”
No sertão quando morre alguém querido não se celebra apenas o 7º dia não, vai-se depois de 30 dias à visita de cova “é pra saber como estão as instalações nova do defunto?”, não é que o sentimento de saudade é tão grande que todas as vezes que se passa pelo cemitério se diz “dexa eu visitar fulano de tal aqui, ou à cova de fulano de tal.” Outro aspecto é a vizinhança do sertão, lembra muito os primeiros cristãos “os cristãos tinham tudo em comum, dividiam seus bens com alegria...” bate-se na casa da vizinha “uma xícara de açúcar, de café, 1 kg de arroz ou de feijão...”
Ambiente marcado pela religiosidade forte e porque não dizer um pouco inocente, até São José vira protótipo de agricultor e meteorologista, é porque se no dia 19 de março cair chuva no chão seco é sinal de muita fartura, a fé algo que deve ser respeitadíssimo “Esse menino bota uma intenção para as almas vaqueiras, sabidas, entendidas, do purgatório, 13 almas santas (detalhe até hoje não se sabe quem são essas 13 almas!)”, “Valei-me minha alma santa do Pe. Cícero” é o grande nome da fé do sertão, o padre tem tanto afilhado que é sinal de que é um “padim”exemplar.; e os conselhos de Frei Damião valem até mais que os 10 mandamentos da Lei de Deus.; Nossa Senhora essa nem fale ,o carinho pela mãe é muito grande “Valei-me meu padinho Ciço e Mãe de Deus das Candeias..”
Há comportamentos que pelo que sei só ocorrem no sertão, “desde que me entendi de gente” se falava numas botijas (recipientes onde se guardavam coisas valiosas.) as quais eram enterradas nas casas como símbolo de riqueza, porém se alguém fosse desenterrá-la com usura aquelas riquezas se transformariam em coisas sem valor.
“Nosso céu tem mais estrelas...” sim o céu do sertão tem mais estrelas, pois lá se encontra tempo de olhar as estrelas, senta-se na calçada com a cadeira de balanço para saudar quem passa na rua e porque não para falar um pouco da vida alheia “espia só” “Quem é? Filho de quem? E é?” e mesmo em pleno século XXI a lua é esperada como a grande atração da noite, ela que ilumina o coração, os olhos dos casais apaixonados. Não posso esquecer os riachos que enchem não apenas as valas escavadas pelo chão, mas os olhos das crianças e dos jovens “quando chego no riacho...”
Tem frutas do sertão que na há damasco ou pêssego em calda que derrube como o umbu, dele vem à umbuzada; banquete que scargot e lagosta viram “Ets” gastronomicamente falando, dão lugar ao “requintado” bode assado ou galinha de capoeira. Plantas como Jurema, Xique-Xique, Caroá se tornam destaque no Reino Vegetal
Entretanto sei que no interior e principalmente no meu sertão muita coisa que foi relatada aqui neste texto mudou, mas há ainda lugares por este nordeste de meu Deus que guardam ainda essas tradições, porém o intuito é mostrar que nunca devemos deixar de lado as nossas origens, pois são elas que fazem ser o que somos independentes se continuarmos lá ou se formos para os grandes centros, porque a essência da vida está naquilo que somos como somos de nosso jeito.
Forte abraço e inté mais:
Diego Monteiro

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Meu estilo de escrita é ler a realidade que me cerca buscando certa interação entre o mundo e eu, mas não apenas de um jeito qualquer de “ser apenas um ser jogado por aí”, mas me esforço o bastante pra me interagir nos pequenos detalhes que aparecem nessa imanência toda em que habitamos, onde transcender muitas vezes é uma aventura e dom para poucos. Tô meio Lulu Santos ainda neste quesito: “ainda vai levar um tempo...”, porém motivado a fazer este exercício sublime do saber.
Vendo dois jovens conversando, cujo eixo central do diálogo deles era: ‘Eu vi as Torres Gêmeas sendo destruídas", o outro interagiu: “Eu vi um Negro  liderar os Estados Unidos maior potência mundial...” e assim foram  e mesmo no meio do trabalho e do barulho dos outros jovens comecei a captar a mensagem e também dentro de mim, pensei também nas coisas que eu já tinha visto, foram muitas, mas deixa para lá, meu foco de produção textual não é dá seguimento ao que vi nessa vida. “Voltemos as coisas mesmas...”
Quis me ater numa coisa dentro de tudo isso, a reflexão sobre a nossa capacidade de ler com os olhos a realidade que nos permeia. Diz-se muito por aí “ver com os olhos da fé”, mas já paramos para pensar sobre esse olhar, o que seria? Seria olhar para aquele que sofre e ter compaixão, rezar por ele, perceber traços Deus mesmo diante daquela transfiguração corpórea, perdoar a quem nos magoou ter no coração o sentimento de tolerância e respeito ao credo diferente? “ver com os olhos do amor” seria talvez levar tudo na vida no “paz e amor”, onde tudo é lindo e colorido além do horizonte, viver uma vida a dois perfeita sem discussão, ao som de “turu-turu quando você passa...”, comungar do amor apenas aqueles que pensam e agem como eu, ou ver a janela do meu quarto visitado por uma sinfonia de pardais todas as manhãs, se sentar com moribundos deste mundo partilhando de tudo que eles tem e às vezes nem tem, como foi Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis, entre outros..?
Todo olhar é importante até mesmo os mais asquerosos, até porque gosto daquele pensamento que diz “os olhos são a janela da alma”, pois somente através dele é que podemos perceber se olharmos bem no fundo dos olhos veremos não apenas sua cor, mas poderemos sim lermos o coração dos indivíduos e com isso perceber tudo de bom que ele/ela tem a nos oferecer, toda sua sinceridade exposta. 
O mais interessante de tudo isso é quando agente está sempre acostumado a olhar a pessoa todos os dias, e quando dizemos algo do seu olhar parece, é comum vê-las surpresas, dá uma sensação de pensar assim “parece que ainda nem me conhece, informação nova é essa?”, se porta como Jesus no Evangelho “estou há tanto tempo convosco e ainda não percebestes que Eu e o Pai somos um?” Não classifico como detalhe novo, mas uma forma sim de conhecermos melhor as pessoas, afinal é sempre bom fazer "um retorno do eterno princípio" com quem convivemos, e como nos ensina a Filosofia da Religião “é olhando o outro que vejo a manifestação de Deus!”. Que possamos fazer uma leitura da vida através de nosso olhar e possamos valorizar o  belo do Criador que se manifesta em nossas vidas!

Forte abraço:
Diego Monteiro.

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O que expressar quando as palavras faltam ao pensamento e a mente viaja por aqueles locais que outrora visitei, deixando rastros dos meus pés, o cheiro do meu perfume e as marcas de minhas digitais nos objetos que toquei...
O que fazer com o coração quando seu pulsar se torna mais acelerado, mas ao mesmo tempo  vazio de outras coisas e cheio de outros sentimentos nobres, ávidos de serem divididos, e ainda procura um outro coração-destinatário.
O que fazer com o olhar quando os olhos persistem em mirar na direção de um horizonte que leva ao lugar mais lindo do mundo e perfeito, apesar das “imperfeições humanas”, mas mesmo assim são perfeitos, pois a força centrípeta do amor qualifica tudo e o todo.
O que fazer com as canções que embalam tantos momentos da vida, sejam doces ou amargos, que deixam aquele sabor inigualável, que nem Dona Margarida com todas as suas aptidões culinárias consegue fazer.
O que fazer com os pés que fatigados de trilhar os caminhos da existência, sempre encontram repouso e descanso absoluto, e por mais que a trajetória seja árdua insistem em voltar aos mesmos caminhos...
O que fazer quando o sentimento da saudade chega sem marcar horário de chegada e muito menos de saída, e as distâncias físicas, geográficas triplicam e nem as fibras ópticas não são capazes de encurtar.
O que fazer com a vida? O que fazer com os sentimentos? O que fazer com os escritos?

Forte Abraço:

Diego Monteiro

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Sem querer ser muito poético, mas já sendo, sabemos que a vida é como uma estrada tem um caminho a percorrer, algo que pode nos conduzir a algum lugar, ou até mesmo para outros este lugar pode ser o lugar nenhum!
E quando estamos num caminho devemos observar as indicações dele, e começar passo a passo, pois pegando do ponto de vista de uma estrada, podemos devido à impulsão esbarrarmos em algumas pedras, não aproveitar as paradas para recarregar as forças, e o pior ficarmos estacionados no mesmo caminho e fazer dele nossa morada.
Não pretendo aqui fornecer dicas para trilharmos da melhor maneira os caminhos de nossa Vida, primeiro porque não sou gabaritado para tal coisa e segundo lugar há muitos livros pelo mercado que podem fornecer um material muito mais consistente:o caminho da felicidade, ou, como alcançar o caminho do sucesso; o caminho para se chegar onde sempre quis está entre outros...
Quero simplesmente relatar minha experiência de um caminho que encontrei .Talvez eu sempre passasse por ele, é que nunca tive tempo de parar mesmo, ou posso até dizer que descobri essa nova via, prometo não usar o jargão “QUE ESTÁ MUDANDO MINHA VIDA!”, não digo mudando de forma repentina, mas me ajudando a vivê-la melhor, é o CAMINHO ORDO AMORIS.
Mas o que vem a ser esse CAMINHO ORDO AMORIS? É nada mais nada menos, que um passeio muito tranqüilo e sincero por uma estrada que sempre evitamos caminhar, A NOSSA VIDA. Eita quantas vezes preferimos passear pela história de vida das pessoas que nos rodeiam, e esquecemo-nos de fazer um “city tour” pela nossa. Parece que temos uma tendência enorme de se maravilhar com os talentos do outro, sua trajetória, eu comparo a sensação de irmos a outro país, uma bela viagem ao exterior (para quem valoriza os lugares internacionais mais badalados do mundo tipo Miami, Ibiza, Europa, Bariloche...) e  perdemos de apreciar as belezas de nosso país (minha vida) mesmo que de vez em quando tenhamos passado por tormentas, mas continuamos belos, acolhedores, pacíficos, com proteção, boa comida, entre outros...
Quando optamos Ordenar Tudo para o Amor estamos simplesmente aderindo a olhar com carinho para toda a dinâmica de nossa existência, vendo as nossas necessidades humanas, identidade, sexualidade, a vocação, os nossos relacionamentos com nossos pais, irmãos (ãs), amigos(as), com Deus, pessoas que nos fizeram felizes ou até mesmo lembrar daquelas que nos machucaram, os relacionamentos que deram certo e aqueles foram tristes e porque não os platônicos (“é o amor que meche com minha cabeça e me deixa assim...” fui longe, que retrospectiva!),  enfim tudo o que somos, toda essa verdadeira viagem de nossa vida ordenados para uma vida santa e feliz aqui, agora. Mas o melhor de tudo é a forma de pagamento dessa viagem, pode-se pagar à vista (quando tomamos a decisão de todos os dias construirmos esse projeto de superação), à prazo (quando posso fazer o roteiro, mas sempre cultivando a vontade de sempre crescer) e por fim em suaves prestações ( ir fazendo o roteiro sem muita pressa, olhando com carinho cada “paisagem”, cada fato...) eu estou nesse em suaves prestações, atenção mas sem esquecer da “fatura”, sem deixar os papéis na gaveta, sendo responsável!
TUDO ORDENAR PARA O AMOR, afinal de contas, só podemos oferecer algo às pessoas, quando temos não é mesmo? E como diz o poeta Ao andar faz-se o caminho,” (António Machado), é que somente dessa forma poderemos ser pessoas melhores, amar mais a nós mesmos a nossa história de vida com nossas alegrias e tristezas, tendo como resultado um belo quadro cujos fios serão de ouro e lá no final da jornada poderemos dizer: “Você não sabe O quanto eu caminhei/Pra chegar até aqui/Percorri milhas e milhas Antes de dormir Eu nem cochilei...”
E por fim indico um atalho muito bom para trilhar esse caminho o livro “Tecendo o Fio de Ouro-Caminho Ordo Amoris”-Edições Shalom, e ainda quero ressaltar não estou livre das dificuldades e nem virei super-herói, mas garanto uma coisa o desejo de evolução a cada dia é grande!
Forte Abraço:
Diego Monteiro

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Depois de seguir, a  tradição do público plugado nas novelas das 21h, não sei se por falta de não fazer nada; por simples curiosidade; para depois conversar com alguém , enfim assistir por assistir por assistir por ser o último capítulo! Afinal as razões para se ver  uma novela são duas: o enredo que nos prende e alguns personagens também, mas na verdade nem isso pude internalizar, acho que minha capacidade de absorver as coisas estava INSENSATA.
Algo insensato é aquele que segundo o Dicionário , reflete sem agir, de forma precipitada, agora imaginemos o que em nessa vida toma essa conotação de INSENSATO: os pensamentos, as palavras, os amores, e porque não já que tava na "moda"o CORAÇÃO.
O coração torna insensato não apenas pela paixão ardente ou pelo amor inesperado, isso é belo, romântico, daria uma história linda (Era uma vez Marina e Pedro, Pedro e Marina... e que no final tiveram um filho chamado: Gilberto, Ricardo ou Dênis- mas atenção qualquer coincidencia de nomes é pura ficção.. he he he he)...
Torna-se insensato quando pomos as palavras que não deveriam ser ditas na hora errada, no contexto inadequado; quando se trai a confiança de um amigo ou pessoa muito estimada; quando a confiança não mais norteia uma relação seja de que natureza  for; quando não sou sensível ao problema do outro e faço de conta que ele nem existe, quando vou atrás de esmiunçar o passado das pessoas  querendo me achar juiz ou promotor da moral dos bons constumes e do protótipo de ser humano, quando cede-se às calúnias e infortúnios onde não se existe nada de mais, mas pensa-se que tem tudo, até mesmo o inimaginável.
É minha gente um dia disseram que "a religião é o ópio do povo" mas uma atitude insensata na vida é algo que pode macular tanto o indivíduo que pode tornar-se o mais ignóbio dos seres, voltando à sentença   sobre a religião, o autor referia-se  apenas pelo fato das pessoas pararem uns instantes rezando ao invés de lutar!
Vi num twitter de um grande amigo a expressão "Peçamos sempre a Deus um coração sensato!!!" é o que a sociedade precisa com um todo.A SENSATEZ é nobre , demostra confiança, equilíbrio, tranquilidade, segue a conduta, no popular "anda na linha" e que bem nos faz uma pessoa desse tipo em nossa vida. É capaz de aconselhar de uma forma que as correções podem até doer na hora, mas edifica; educa com a singeleza dos bons hábitos, o quanto é bom sermos tratados e tratar os outros com fineza, carinho, atenção e respeito!
Tenhamos um CORAÇÃO SENSATO, como foi o de Cristo, onde reine o amor, a transparência, a confiança e solidariedade, pois somente dessa forma estaremos inseridos numa sociedade onde necessita urgentemente de pessoas deste porte, pois a " FINA ESTAMPA" da vida está além das regras de bons costumes e do glamour das festas e roupas, mas deve fazer morada  no coração livre, capaz de amar verdadeiramente ! PLIM, PLIM  he he he he

Forte abraço:
Diego Monteiro













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Na nossa existência humana é nítido de nossa natureza tentar desafiar tudo aquilo nos aparece, isso é um dado antropológico "O homem gosta de ser desafiado!" e mais ainda quando se sente impelido a vencê-los, mas há ainda aquelas pessoas que acham que não conseguem conviver com eles (os desafios) ao menos em pensar e partilhar com alguém já é sinal de querer  uma solução para resolvê-los.
"Assim caminha a Humanidade, tem mais alguém aí.." é justamente nessa caminho de superação de sempre "buscar suas melhoras" como diz a expressão popular, e neste texto faço menção ao artesanato.Ao ouvir o trecho da música de Suely Façanha pensei: devemos constuir a nossa vida nesse processo "tecendo fio a fio", com um enorme esforço pra cultivar a paciência, pois somente dessa forma iremos realizar maravilhosas obras de arte, e imaginemos que grande obra seria a nossa vida!
Quando vemos um trabalho artesanal, logo pensamos, que a coisa foi construída assim de qualquer jeito, apenas pra existir, na linguagem do filósofo Heidegger "O ser aí" (a coisa jogada), erro nosso, tudo é fruto de um processo de inspiração, escuta de si mesmo, momento de parar e contemplar...
Imaginemos os fios a fios para fazer um bonito tapete: a escolha das linhas, o desenho que vai ter, o tamanho, geralmente os produtos; ou uma estátua de barro: a aquisição da argila, a maestria do toque das mãos, o tempo olhando a direção que a peça vai tomar...entre outros!
E esse tecer a vida é algo que demora, às vezes passamos por pequenas e grandes "agulhadas," ou na hora que estamos querendo tecer aquela linda imagem no barro somos interrompidos e temos que voltar tudo outra vez, afinal são as nuances da vida.O segredo está aí, voltar, recomeçar, ressignificar, "ordenando tudo para o amor", montando ou desmontando peças, buscando vencer os percalços.
"Tecendo com fios de ouro" a história de nossa vida, com  paciência, mansidão e pé no chão, mas um material imprescindível dessa obra é capacidade de querer recomeçar,a força de vontade, pois já diz a canção "a menor intenção já é amor!".

Forte abraço desse artesão que vive nesse processo:
Diego Monteiro
















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Bem creio que este é um dos títulos mais inusitados de um texto para se postar num blog, mas em se tratando de minha pessoa e dessa fase de produção que estou passando que não sei até quando vai durar, estou aqui a explicar o título e compartilhar esse momento.
Quando pensamos num coletivo a priori vem à nossa mente algumas situações que estão ligadas: demora, aperto, desconforto, empurra-empurra, conversas em alto tom, pessoas fumaças de cigarro, lamentações (dinheiro tá pouco, tá muito calor, essa chuva que ninguém aguanta mais, esse motorista lento ou parace que tá levando bicho he he he entre outros...), mas também neste que é o símbolo do destino físico e geográfico dos seres é possível se encontrar arte? ARTE?!!
Não quero aqui dizer que no coletivo encontrei uma obra rara de Picasso, da Vinci, uma cifra da Sinfonia de Bethowen, uma estátua de aleijadinho, não, nesse sentido mais científico, apurado, conhecido mundialmente, mas refiro-me ao "molequinho" que entra no meio de tantos olhares distorcidos e educadamente dá aquele boa tarde e começa a vender as guloseimas contidas em seu suporte e até fazem rimas; aos poetas que fazem seus versos ou contam suas canções que nunca foram indicados ao Grammy Latino, mas tem um valor único para ele que compôs que viveu aquela situação.
"Pronto Diego, tudo agora pra tu é arte?!", logo antes dessas indagações fui atrás de um conceito: "Arte (Latim Ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a actividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores, dando um significado único e diferente para cada obra de arte", muito bem quando a menciono vejo essa concepção que encanta "feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores" isso é o que defino ARTE E LITERATURA DE UM COLETIVO.
Estando eu num desses transportes em pleno sol do meio-dia, com um pouco de fome, pensando se daria tempo de jogar meu babinha de vôley e rever meus amigos, claro na cabeça algumas lamentações e o mais crucial pensar que saindo daquele condução tinha outra me esperando, ufa! Mas algo nesse ônibus me chamou atenção e serviu até de relaxamento, um jovem de estilo rastafaria começou a puxar uns versos de forma discreta, depois pôs uns ritmos (coisa de baiano, ou seja, encanta pelo batouque) e aquilo começou a me intrigar no bom sentido, legal, prendeu minha atenção, concerteza ele percebou que "virei fã daquela situação" estaria assim entrando num dos conceitos de arte, não resisti e pedi pra ele repetir cantando, depois quando desci no transbordo mais " tietagem"  não resisti, fui anotando rapidamente e disse a ele vai virar um texto em meu blog !
Mas você que está lendo, deve-se perguntar sobre o protagonista desse texto, vos apresento agora:
"Lá em casa tem uma moça, Sou eu que tô criando,As contas dela, Sou que tô pagando.
 Ela arrumou um namorado e só vive me enrolando, Eu fui falar com ele e ele me disse:
 Tô na Bahia passeando, tô na Bahia passeando."
        (Verso extraído da Roda de Capoeira de Angola Mestre Claúdio- by Élder Santos)
Precisamos nem tanto ter tédio ao andarmos de coletivo, pois de repente podemos desfrutar de momentos assim simples mas que tem uma certa riqueza cultural, ou seja ARTE!

Forte Abraço:
Diego Monteiro








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